30 Março 2011

Tira-Tema: Monteiro Lobato

A galera das Webcomics escolheu o Monteiro Lobato para o Tira-Tema desse mês. Mas eu tenho que confessar para vocês uma lacuna indesculpável da minha cultura: Eu nunca li Monteiro Lobato, nunca assisti "Sítio do Pica-Pau Amarelo" na TV nem nada disso... em compensação eu era a única criança que desenhava o Stanley Kowalsky gritando "Stellaaaaaaaa!!!" na aula de artes.
Dá para conferir os links para as postagens dos outros participantes clicando aqui a lista vai sendo atualizada a medida que o pessoal for postando.
Abraços

25 Março 2011

Homenagem ao "Cartunista"

Opa, o site http://www.cartunista.com.br/ , do amigo Maurício Rett está fazendo 10 anos e ele disse que queria de presente que os amigos fizessem versões dos personagens dele com o seu traço. Essa aí é a minha versão do dos personagens da tira "O Bom, o Mau e o Feio".
O quê?!?! Você não conhece os quadrinhos do Rett? Não conhece "O Bom, o Mau e o Feio"? Nem "Waigner, O Designer"? Então vai lá agora e conheça!
Abraços

23 Março 2011

Aleja's Lifestyle - Vida de desenhista

P.S. O último quadrinho foi baseado na sugestão da @colorlilas quando eu disse no twitter que ia começar a contratar serviços da mesma maneira que os desenhistas são contratados.

22 Março 2011

O chargista e o tsunami

Nos últimos dias, alguns chargistas foram criticados por “fazer piada” com a situação no Japão. Fiquei pensando sobre isso. Não se pode fazer charge sobre um desastre? Mas esses profissionais não são pagos pelos seus jornais exatamente para falar de atualidades? Cheguei a conclusão que a diferença está entre “fazer charge” e “fazer piada”.
            O termo “charge” vem do francês e significa carregar, exagerar ou “atacar violentamente”, como uma “carga” de cavalaria. (tirei essa informação do livro “Caricatura” do Joaquim da Fonseca). Mas não só por definição, historicamente a charge é uma forma de caricaturizar um acontecimento atual, realçando certas características e nuances para destacá-las, assim como quando se faz uma caricatura de uma pessoa. Para fazer uma charge é preciso entender profundamente a situação e, principalmente, ter uma opinião sobre essa situação para ser demonstrada. A charge serve para mostrar ao leitor a situação sob um ponto de vista que talvez ele não tenha , ou salientar algo que talvez ele não tenha se dado conta, e fazer isso de uma maneira bem humorada. Se o leitor vai concordar com a opinião do chargista ou não, aí já são outros quinhentos.
            Sim, o chargista do jornal deveria ser mais um “colunista” do jornal. Aquele que é pago para analisar os acontecimentos e expressar opiniões (e receber milhares de cartas de pessoas que amam as suas idéias ou que o odeiam profundamente) e não um “humorista”.
O problema é que fazer isso é difícil. É preciso ter opiniões, é preciso pesquisar e é fundamental estar disposto a ser criticado, afinal quem critica tem que ter disposição para ouvir críticas. É muito mais fácil (para o chargista e para o editor do jornal) fazer piadas sobre os lugares comuns e não apresentar nada de novo para o leitor.
            E é assim que são (muitas, não todas) as charges que tenho visto nos jornais. Como disse um amigo meu, “não leio mais charges, pois elas se transformaram em chutar quem está caído”. Só se fala mal de quem já está derrotado pela opinião pública. O caminho foi distorcido. O chargista não é mais um formador de opinião, alguém que apresenta idéias para o leitor, ele virou alguém que faz piada reafirmando o senso comum a respeito de um assunto... quando chega a reafirmar um senso comum, porque muitas vezes nem a isso ele chega.
            Mas e o Japão? O que falar sobre o Japão? É possível ter um posicionamento crítico sobre um desastre natural? Acho que não. Podemos ter um pensamento crítico em relação às coisas humanas, por exemplo, o preparo que os japoneses tem para essa tipo de evento e a comparação com o que aconteceria se algo parecido sucedesse no Brasil. Criticar a forma como o Brasil, o governo e o povo brasileiro reagiriam a essa desastre. Isso talvez desse boas charges.
O trabalho do chargista é analisar os fatos (no caso, o tsunami, o acidente nuclear, etc) e as reações das pessoas em relação a eles. O resto são desenhistas que não entendem a própria profissão fazendo piada sobre o desastre e perdendo uma ótima oportunidade de falar sobre o ser humano.

18 Março 2011

Preocupados com o Japão

Bom, eu ia escrever um texto sobre "fazer charge" e "fazer piada" e como eu acho que não se faz mais charge nos jornais brasileiros, e sim piada com assuntos atuais, mas ele começou a virar uma tese gigante que não cabe aqui no blog. Se eu conseguir fazer ele ficar menor, postarei ele futuramente.