30 Agosto 2009
27 Agosto 2009
25 Agosto 2009
23 Agosto 2009
19 Agosto 2009
Tutorial "Making Of" das tiras
1 – IDÉIA. Ter a idéia para a tira é a coisa mais complicada para mim. Às vezes a idéia simplesmente vem do nada, mas geralmente tenho que espremer o cérebro. Nesse segundo caso, para que as idéia venham, começo a pensar sobre o que gostaria de falar, ou no que estou com vontade de desenhar e começo a brincar com a idéia, faço alguns esboços e penso “o que poderia acontecer de engraçado com essa situação?” Essa parte do processo, como disse o Bill Watterson, “para o leigo, se assemelha notavelmente com ‘vagabundear’.”
2 – ROTEIRO. Uma boa sacada não é garantia de uma tira boa. É necessário trabalhar em cima. Quantos quadrinhos utilizarei? O que vai acontecer em cada quadrinho? Como vou conseguir o clima que eu quero? Eu gosto de fazer um breve desenho com bonecos palito e descrevendo as cenas. Mudo os texto milhares de vezes até encontrar o ideal. Ajuda a ver como a idéia funciona no papel. Essa é a hora de trabalhar versões da tira para ver qual funciona melhor. Muitas vezes, nessa etapa, a tira acaba se transformando em algo completamente diferente da idéia original. Quando eu publico aquela tira que ninguém entende, normalmente é porque eu não dediquei tempo suficiente a esse passo.
3 – DESENHO. A proporção padrão de tirinhas é 13’’x 4’’.(bom, é esse tamanho que os syndicates americanos recomendam, então adotei para mim). Você pode desenhar de qualquer tamanho, desde que mantendo a proporção.Eu gosto de desenhar grande, então pego uma folha A3 (sulfite mesmo), corto em 2 e faço um retângulo de 40cm X 12,3cm em cada metade (fig. 1).
Faço os desenhos com uma lapiseira 0.9, apagando e redesenhando (riscando bem de leve, pois vou ter que apagar os riscos depois) até os desenhos ficarem minimamente do meu agrado (fig. 2) Ao final dessa etapa, muitas vezes eu me dou conta que tenho que voltar ao passo 2, e às vezes ao passo 1, pois a tira ficou uma porcaria.
4 – ARTE FINAL – Eu artefinalizo com nanquim escolar e um pincel redondo n° 4 e uso líquido corretivo para alguns erros. Uso uma caneta de retroprojetor para fazer as molduras dos quadrinhos e então apago os riscos a lápis que tenham ficado. Pronto! Tudo da maneira mais low-tech possível. (fig. 3) Eu usava caneta para toda a arte final antigamente, mas acho que o pincel dá mais possibilidades e expressividade no traço, além de ficar mais fácil fazer as grandes áreas pretas que eu gosto. Para quem gosta de caneta, pelamordedeus usem canetas com tinta permanente, ou naquim. Com canetas vagabundas, do tipo hidrocor, os seus desenhos desaparecerão em alguns meses.
4 - DIGITALIZAÇÃO. Como eu desenho em folha A3, tenho que escanear o desenho em duas partes e depois juntar no Photoshop. Então arrumo o contraste, para deixar o branco, branco e o preto, preto. É nesse momento que coloco os textos dos balões (mudo eles mais um milhão de vezes atrás do ideal) e arrumo algumas imperfeições desagradáveis nos desenhos. Se quiser colocar cores, esse é o momento. Depois de tudo isso é só salvar a imagem. Eu salvo ela com 580 pixels de largura (para poder postar no blog sem que ela tenha que ser reduzida pelo blogger para um tamanho que ninguém consegue enxergar) e 72 dpi.
Agora é só postar no blog e voilá.
18 Agosto 2009
Godzilla X Algum robô gigante de seriado japonês
Obviamente, enquanto desenhava essa tira, eu fiquei cantando "O cara tussiu"....
16 Agosto 2009
12 Agosto 2009
Capitão Aleja

Essa é primeira tira do Capitão Aleja (mentira). Gosto da idéia de aventuras espaciais, gostaria de transformá-lo num personagem fixo aqui no Contratempos Modernos. E resolvi ressuscitar o robozinho para botá-lo na tripulação. Será que isso vai dar certo? Só o tempo dirá.
11 Agosto 2009
Aquarelas
Fiz essas aquarelas partir de pinturas do Norman Rockwell (meu ídolo artístico desde a infância). Não ficaram muito parecidas, pois só usei como referência inicial... o fato de ele pintar a óleo e eu não ter nem metade da habilidade dele não tem nada a ver com isso.
09 Agosto 2009
07 Agosto 2009
O Caso da Mansão de Churumelle
- Eu absolutamente não acredito em fantasmas, não importa quão fantásticas sejam as histórias que contem.
Tal afirmação deixou todos os convivas intrigados, pois ninguém havia sequer mencionado fantasmas até aquele momento. Aliás, era sabido por quase todos da proibição de contar histórias de fantasma na Mansão de Churumelle. Diz a lenda que certa vez alguém contou e aconteceu algo que ninguém lembra e, como ninguém lembra, deveria ser horrível. François Dundun então arrotou, mas logo pediu desculpas e se aquietou.
Pois enquanto todos se olhavam interrogativamente (menos o Marechal Lebeboum, que estava caido atrás do sofá, após um passo em falso na sua tentativa de dançar can-can), o Marquês de Couz-couz, que não havia falado até então, continuou calado, mas o homem que estava ao lado dele se levantou, andou até a lareira e, olhando fixamente para o fogo, disse com seu forte sotaque britânico:
- Poucos de vocês me conhecem, e podem ter um péssima impressão de mim com o que vou contar agora, mas os que me conhecem sabem que não sou de inventar histórias e dou a minha palavra de que tudo aconteceu assim.
“Certa vez, quando eu ainda era um jovem mensageiro do exército britânico, estava eu nas campanhas da África e tinha sido incumbido de trocar as cartas entre dois generais que jogavam bolinhas de papel um no outro por correspondência. Eu carregava para um lado e para o outro através do deserto cartas com as bolinhas e as jogava no destinatário conforme as instruções que me eram passadas. Já estava acostumado com o caminho, mas uma noite, sozinho no meio do deserto ouvi uma voz. Ela dizia ‘Uooooogh’! E eu me virei para....”
-Não seria “Uaaaaaaagh”? – Perguntou o Conde de Chatonissè.
-Não, naquela parte da África os fantasmas fazem “Uoooogh”. – Retrucou o homem.
-Tem certeza que não era “Uaaaaaagh”? – Voltou a indagar o Conde. – Acho “Uaaaaaagh” mais assustador.
-Tenho certeza que sim.
-Certeza que sim o quê? Que era “Uoooooogh” ou que “Uaaaaaagh” é mais assustador?
-Que era “Uoooooogh”.
-Eu acho que “Uaaaaaaagh” daria mais credibilidade ao seu fantasma. “Uoooooogh” é meio afeminado. Tente falar isso sem parecer afeminado.
-“Uoooooogh”!
-Viu! Você ficou parecendo uma coquete!
-Não fiquei!
-Ficou sim!
-Não fiquei, não!
-Ficou, ficou, ficou....
-Não, não, não....
O homem então tirou a sua casaca e partiu para cima do Conde, desferindo um direto bem no seu nariz e começando uma bagunça generalizada. Alguns brigavam violentamente, enquanto outros tentavam seguir o Marechal Lebeboum em seu can-can. Era bastante difícil discernir um grupo do outro. Tentei me desvencilhar, mas logo fui acertado com uma cadeirada e perdi a consciência, que nunca mais encontrei. No dia seguinte tive que sair para comprar uma nova. Mas o grande mistério da noite foi porque o Marquês de Couz-couz amanheceu nú no sofá com coxinhas de galinha atrás das orelhas. Até hoje não acharam as ceroulas dele e nem a minha consciência. Dizem que as duas foram vistas em Bali, usando bigodes falsos. Realmente um caso intrigante. Mas agora todos sabemos porque é proibido contar histórias de fantasma nas reuniões na Mansão de Churumelle.









