11 julho 2008

Cuca Fundida

Outro dia eu estava falando com o Labareda, meu conselheiro, que me perguntou porque eu não estou desenvolvendo nenhum personagem no momento. A gente comentou que é mais fácil ter o trabalho reconhecido através de um personagem e tal... Desde então eu fiquei com isso na cabeça. Como eu poderia fazer para desenvolver um personagem nas tiras mudas.
Primeira coisa que eu pensei foi que eu tenho que desenvolver um personagem que se adapte às diversas situações que a tira propõe, um personagem num dia possa ser um egípcio e no dia seguinte um general da segunda guerra. Nos quadrinhos temos vários casos desse tipo, o que me passa na cabeça agora é o “Frank e Ernest”, que são mais uma imagem do que uma personalidade. Um dia eles estão num restaurante americano e no dia seguinte são romanos antigos.
Então, hoje estava fazendo um trabalho lá no atelier com a imagem do Fritz, O Gato; quando pensei que um personagem gato é uma boa solução. O único problema é que gatos que participam de situações surreais são muito comuns nos quadrinhos, além do Fritz, já temos Felix, o Krazy Kat (o mais surreal de todos) e muitos outros. No universo do desenho animado tinha a Pantera Cor-de-rosa (que nao é gato, mas ainda um felino). Porque será que gatos se prestam a isso? Não sei. Fazer animais humanizados faz parte de manter a surrealidade do trabalho. E felinos seriam especialmente doidos? Talvez. Mas na verdade não interessa, pq eu já descartei a possibilidade de fazer um personagem gato.
Eu poderia fazer um personagem humano mesmo. “Frank e Ernest” são. E eu pensei em outra coisa. Nos filmes, o Carlitos funcionava mais ou menos assim. O personagem era o mesmo, mas um dia ele trabalhava num circo, no outro era mineiro no alasca (sem mudar de figurino) ou um barbeiro judeu. O importante é criar uma figura forte, uma característica forte. Todo mundo reconhece Carlitos pelo bigodinho.
Ainda não sei o que vou fazer quanto a isso, mas estou pensando nessa possibilidade.

9 comentários:

Fabio disse...

como já disseram, teu melhor personagem é tu mesmo. já viu american splendor?

__YuRi_KuN__ disse...

cara, dexa de ser bobo! tua maior identidade vai se perder se vc apenas quiser agradar aos outros ou sei lá (acho q não é essa a situação, mas vale o recado). e não precisamos, admiradores da sua arte, dizer isso. Suas tirinhas mudas simpatizam por serem assim, puras. Ter personagem fixo? Pra que isso se vc pode usar todos os que lhe vier à cabeça??? minha opinião: seja vc mesmo, ouça, escute, reflita e veja se lhe é util. ^^ quanto a criar um personagem, crie-o, mas não se prenda a ele. ^^ use-o de vez enquando. hehe

Anônimo disse...

o velhinho da placa do top 100 tah bem simpático..

raquel alberti disse...

aleja, aleja, aleja!!!

raquel alberti disse...

tu não viu american splendour (anti-herói americano, em português), q eu sei. pega hj!

Rodrigo Chaves disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Rodrigo Chaves disse...

KAUFMAN - I've written myself into my screenplay. It's eating itself. I'm eating myself.

DONALD - Oh. That's kinda weird.

KAUFMAN - It's self-indulgent. It's narcissistic. It's solipsistic. It's pathetic. I'm pathetic. I'm fat and pathetic.

Do filme "Adaptação".

Ricardo Stein disse...

Eu gosto do robô!

Vinicius disse...

Não acredito que o Aleja não viu o American Splendor ainda...