24 Julho 2009

Conquista espacial

Tá, juro que vou tentar parar de fazer piadas sobre astronautas. Mas é que é tão legal ficar desenhando essas cenas espaciais!

20 Julho 2009

Chegada do Homem à Lua - Cartum do fundo do Baú


Anda-le, anda-le!
Antes de mais nada. Não, eu não desaprendi a desenhar. Esse cartum aí em cima é uma colaboração que eu fiz para a Zero-Hora em 1999, quando se deu a comemoração de 30 anos da chegada do homem à lua. O desenho é tosco, eu sei, mas eu ainda gosto da piada.
Continuando, hoje, 20 de julho de 2009, é aniversário de 40 anos da chegada do homem à lua, feito que não cansa de me impressionar. Sério, aquela expedição tinha tudo para dar errado, e pelo visto não sou só eu que acho isso. O Nixon já tinha até um discurso pronto para o caso de dar tudo errado. Mas, o negócio era aquele, os russos já estavam no espaço e os americanos tinham que fazer algo melhor, então foram para a lua assim que tiveram um mínimo de condições para fazer isso.
Fico impressionado ao pensar que o meu celular é um computador milhares de vezes mais potente do que todos os da NASA juntos naquela época (e eu me perco no centro de Porto Alegre). Era praticamente tudo mecânico e manual. E quando a gente vê o que aconteceu com a Apollo 13, ou com a Challenger, a gente tem que admitir que, além de tudo, os caras tiveram muita sorte.
Espero viver o suficiente para ver o homem chegar em Marte, pelo menos, e se eu puder ir, melhor ainda.
Abraços

17 Julho 2009

Homenagem a Mauricio de Sousa

Opa, para quem não sabe, amanhã, dia 18 de julho, é aníversário de 50 anos da publicação da primeira tira do Mauricio de Sousa. Então o Wes, que sempre tem essas idéias de fazer ações de galera na internet, convidou um montão de cartunistas para que postassem tiras, cartuns ou qualquer outra coisa em homenagem a esse quadrinhista que com certeza alegrou e divertiu todos nós com a sua infinidade de personagens e histórias. (Eu, pessoalmente tenho como personagens favoritos o "Louco" e a "Turma do Penadinho")
Parabéns, Mauricio, você é um mestre para toda uma geração (ou mais de uma).
Clique aqui para ir para o Blog oficial do evento e conhecer as homenagens que outros cartunistas fizeram.
*
Coincidentemente (aquelas coisas loucas do destino, mesmo), hoje, dia 17 de julho, é aniversário aqui do Contratempos Modernos. Parabéns para nós! 3 aninhos no ar! Valeu pela audiência de vocês!

13 Julho 2009

Especial Dia Mundial do Rock

Ahã, para quem é completamente alienado, 13 de julho é o Dia Mundial do Rock.
Toda pessoa que se preze que tem mais de 25 anos tem uma data em que considera que "o rock morreu". Tem um amigo meu que diz que foi em 1968, outro diz que foi em 1979. A minha data é 1991. Porque eu acho isso? Porque o rock era bom nos anos 50, 60, 70, 80 e aí veio o Cobain e foi a queda do império romano. Em 91, o Nirvana lançou o Nevermind (O lançamento desse álbum é considerado o marco divisório entre a geração 80 e a 90) e desde então só tive notícias ruins.
1991- Morte do Freddie Mercury
1992- Bruce Dickinson saiu do Iron Maiden
1993-Acabou o Guns'n'Roses
...
E assim vai, as coisas boas vão acabando e nada novo aparece para substituir.Ou aparece. Espero que sim, mas como disse um amigo meu um dia desses: "Pô, que deprê. Tava aqui ouvindo o Abbey Road e pensei 'Ainda tá pra nascer uma banda melhor que Beatles' mas aí me dei conta que não vai nascer."
Abraços e bom dia do Rock para todos

11 Julho 2009

Agradecimentos e Jabás

Só um postzinho básico para agradecer às pessoas que comentaram o meu texto ali embaixo "Cadê o público que estava aqui?". Quem leu o texto e gostou, leia os comentários, tem argumentos e pontos de vista bem interessantes.
E, aproveitando, já quero fazer uma auto-promoção. O artigo que saiu no site da Prefeitura de Canoas sobre o encontro de quadrinhistas de sábado passado. Eu sou um "nome de destaque no traço gaúcho" e não sabia...
E, aproveitando mais ainda, vou fazer uma propaganda do Neorama dos Quadrinhos, do Marko Adjaric (incansável habitante de Caxias/RS que está agitando mesmo o universo dos quadrinhos gaúchos e brasileiros), a maior newsletter sobre a nona arte do mundo. Para quem quer ficar por dentro de tudo o que acontece no universo dos quadrinhos, é só passar no site e assinar. É "de grátis".
Abraços e bom resto de fim-de-semana para todos

09 Julho 2009

Aleja's Lifestyle - Deu pra notar?

É, nem todo dia a coisa funciona, mas tem uns dias que simplesente os desenhos saem vergonhosos...

07 Julho 2009

Cadê o público que estava aqui?

Como as pessoas que acompanham o blog aqui sabem, sábado eu fui a um encontro de quadrinhistas em Canoas e estava na pauta o mercado de quadrinhos no Rio Grande do Sul. Conclusão unânime foi: não existe público (leia-se “o público é restrito a outros quadrinhistas e meia dúzia de aficcionados”). O mercado editorial para quadrinhos no RS é um fiasco (assim como o do resto do Brasil). Me lembrei de um primo meu que tinha uma lojinha que vendia quadrinhos, principalmente fanzines, e uma vez ele reclamou para mim “Pô, o pessoal vem aqui, dá uma olha e diz ‘que legal!’, mas não compra porque custa 3 pila. Daí sai na noite e gasta 50 pila em cerveja”.

Voltando ao assunto, a grande reclamação dos quadrinhistas é a falta de público. “Ninguém está acostumado a ler” dizem uns. Mas o que eu acho sintomático é que essa é uma reclamação que escuto em todas as áreas artísticas em que circulo: “Não tem público”. Escuto essa mesma história vinda dos meus amigos artistas plásticos. “Só quem vai a exposições são outros artistas plástico, amigos e família de quem estiver expondo” (digo por experiência própria que são sempre as mesmas pessoas que eu vejo nas vernissages). A mesma coisa acontece com o pessoal do teatro que conheci. “As pessoas não vão ao teatro”, ou “falta a educação e o hábito de ir ao teatro”, ou ainda “as pessoas só vão ao teatro se tiver atores da Globo no elenco”.

Ok, ok, então vamos admitir que é um fato que as artes não tem público, e muito menos tem um grande público disposto a pagar por elas. Mas a culpa é de quem? O que os artistas podem fazer para mudar esse quadro? É muito fácil ficar chorando e colocando a culpa nas famílias que não educam suas crianças, nas escolas que não são as ideais, no governo que não dá os incentivos à cultura que deveria (não só os financeiros)....

Há uns anos atrás, uma grande crítica de teatro brasileira veio a Porto Alegre para uma palestra e disse algo que considero essencial. A frase dela foi algo tipo “A responsabilidade pela formação de um público de teatro é de cada grupo que monta uma peça”. Algo um tanto óbvio, mas que muitos artistas não se dão conta. Como assim? A coisa é bem simples. Vamos ao exemplo didático:

Carlos não tem o hábito de ir ao teatro. Um belo dia, uma amiga de sua namorada vai participar de uma peça e convida os dois para irem assistir. Carlos e sua namorada se arrumam, saem de casa, vão até o teatro, pagam a entrada.... e a peça é uma droga. Resultado: Carlos e sua namorada nunca mais vão ao teatro, ou pelo menos vão demorar alguns anos para voltarem. A montagem que a trupe da amiga da namorada de Carlos fez acabou prestando um desserviço ao teatro.

Simples assim. Agora é só trocar o “Carlos não tem hábito de ir ao teatro” por “ir a exposições” ou “ler quadrinhos” ou qualquer outra coisa. É assim que se forma o público, fazendo ele ter experiências que valham a pena o investimento de tempo e dinheiro. Sim, o público está investindo seu dinheiro e seu tempo (sem falar do investimento emocional) quando deixa de fazer outra coisa para ir a um evento artístico ou ler alguma coisa. Se essa experiência não der retorno para ele, ele concluirá que não vale a pena, que “não gosta” daquele tipo de arte e assim se perde um pessoa que era público em potencial.

Vou pegar o exemplo de Porto Alegre, que conheço bem. Por aqui é possível ir a mais de uma exposição de arte por semana, ou ir a mais de uma peça de teatro por semana. Agora, quantos desses eventos realmente valem a pena? Quantos deles não são um desserviço às artes? Sinceramente, eu costumava ir bem mais a exposições de arte do que vou hoje, porque? Tenho ido cada vez a menos exposições porque a maioria das que vou não vale a passagem de ônibus que vou gastar para chegar no local. Gostaria muito que houvesse menos exposições, mas que cada uma delas fosse mais trabalhada, fosse algo que valesse a pena. Não só por mim, mas por todo o público. Todo o público que é espantado do universo das artes por exposições toscas, peças de teatro vergonhosas, HQs que não valem o papel onde foram impressas e por aí vai... Longe de mim dizer que tudo o que se produz por aqui é ruim. Existem exposições lindíssimas, peças maravilhosas e HQs que realmente justificam o termo “nona arte”, mas como o grande público pode diferenciar uma coisa da outra? (talvez a resposta seja "crítica de arte", mas isso é outro texto) O “Carlos” da nossa história anterior teve a infelicidade de ser convidado para uma peça horrível e isso acabou com um expectador em potencial. Da próxima vez que ele tiver que decidir entre ir no cinema assitir filme americano enlatado ou ir a uma peça de teatro local, certamente ele irá ao cinema. E a culpa é da sociedade que não educa as pessoas para gostar de arte? É culpa do governo que não dá espaço? Talvez, mas também é culpa da amiga da namorada dele que fez uma peça espanta-público. E acredite, existem muitos “Carlos” por aí.

Talvez falte autocrítica para nós artistas na hora de mostrar o nosso trabalho. Normalmente estamos tão ansiosos para mostrar nosso trabalho que não paramos para pensar se nós mesmos, se fôssemos público, gostaríamos de ver aquilo. Não paramos para pensar se nós e o nosso trabalho merecemos o investimento do público.

02 Julho 2009

William Faulkner


Opa, quem me segue no Twitter ( http://twitter.com/contratempos ) já sabe que estou há alguns dias enrolado com esse retrato do William Faulkner. Pois aí está ele. A tela de 50X70 cm foi pintada com tinta acrílica a partir de uma foto clássica do autor americano. Essa tela foi feita sob encomenda para o meu grande amigo Guilherme, futuro embaixador do Brasil em algum lugar.
Bom momento para lembrar que faço telas sob encomenda, além de vender as que já tenho (clique aqui para vê-las), dou aulas de pintura em Porto Alegre e faço carreto.
*
Mudando de assunto, quem for passar pela Feira do Livro de Canoas nesse sábado, dia 4: Vai haver (entre outros eventos) um bate-papo sobre a cena gaúcha da nona arte com cartunistas f*das (como o Santiago, o Rodrigo Rosa e o Juska, entre outros) e, por algum motivo que desconheço, fui convidado a participar. Quem quiser saber mais, clique aqui.
beijos e abraços