03 dezembro 2008

Páginas Amarelas - Cândida Delacroix

Depois dos best sellers “Onde eu enfio esse garfo?”, “Baixo, gordo, careca, feio e chato, porém rico” e “Traí, e agora?”, Cândida Emanuella de Albuquerque Azambuja e Delacroix está de volta com mais um livro que toda pessoa que deseja ser minimamente chique e elegante não pode deixar de ler. “Morrendo com Etiqueta” (Editora Contratempos Modernos, 300 páginas, com fotos coloridas e capa dura. R$ 200,00) finalmente chega às prateleiras das livrarias essa semana e Contratempos Modernos agora publica essa entrevista exclusiva com a autora, que, além de escritora, é socialaite, filósofa, blogueira e último bastião dos bons costumes.

Contratempos Modernos – Cândida, de onde surgiu a idéia para esse livro?
Cândida Delacroix - Esse é um tema muito comum na seção de perguntas do meu blog. Todos querem saber como se comportar com classe nesse momento único na vida. O livro traz análises dessas perguntas exemplificadas com algumas situações que fui testemunha.
CM – Poderia citar alguma?
CD – Uma das situações mais exemplares que já presenciei foi em um restaurante em Paris. Um homem almoçava junto com sua acompanhante quando teve um ataque do coração e morreu com o nariz enfiado em seu Tournedo Rossini. Se é para cair de cara na comida, que seja um Tournedo Rossini! Foi muito elegante da parte dele. Lembro que o foie gras estava espetacularmente delicioso naquele dia.
CM – E o comportamento da acompanhante?
CD – Ah, o comportamento da moça foi exemplar. Ela vestia um tailleur muito apropriado para a ocasião.
CM – E o homem...
CD – Ficou lá esperando que os agentes funerários chegassem muito elegantemente. O Maitre teve muito bom gosto e cobriu-o com uma toalha lindíssima, com um bordado realmente muito apropriado. Lembro-me de várias senhoras no local comentando de como gostariam de ser cobertas por uma toalha como aquela quando morressem.
CM – A senhora tem uma ONG que luta pela regulamentação da morte, como é isso?
CD – No Brasil não há qualquer legislação a respeito. Na Inglaterra, que é um país civilizado, existem leis, por exemplo, que proíbem as pessoas de morrer no parlamento. Outra regulamentação pela qual lutamos é o horário da morte. Hoje em dia as pessoas morrem a qualquer hora do dia ou da noite! É triste, mas as pessoas não tem educação.
CM – Muitos dos nossos leitores são suicidas, a senhora tem alguma dica para eles?
CD – Claro. Sempre dêem preferência à métodos limpos e eficazes. Ninguém quer ficar limpando sangue do estofado ou ... Como quando meu terceiro marido morreu, a empregada ficou 2 meses tirando pedaços de cérebro do lustre de cristal. Isso está documentado com fotos no livro. Mas a pior parte foi o caixão fechado em que ele foi enterrado. Todo mundo sabe como isso é brega! (risos) Ainda bem que ele morreu, eu não conseguiria conviver com alguém que foi enterrado assim. (mais risos)
CM – Para fechar a entrevista, qual a dica principal para todas as pessoas contida em seu livro?
CD - É claro, a de sempre respeitar os locais e horários para morrer. Acho que essa é a maior dica que posso dar para todos. Confiram no livro o local e a hora indicados para o tipo de morte que vocês pretendem ter e lembrem-se que morrer ao pôr-do-sol é um clássico que nunca sai de moda. Quanto ao local, está muito na moda morrer em casa. Se for inevitável morrer em um cinema ou teatro, pelo menos tente fazer isso em silêncio, respeitando as regras da casa.
CM – E o traje?
CD – Passeio completo, obviamente. Summer Jacket jamais.
CM – Muito obrigado e boa sorte com o novo livro.
CD - ....
CM – Cândida?
CD - ........

Cândida era uma mulher que seguia o que pregava, na página 148 do livro está escrito “É muito deselegante morrer durante uma entrevista. Espere ela terminar.” Voltaremos na semana que vem com a polêmica entrevista póstuma do grande ator de “O fantasma não quer desencarnar”, Charles Poupidoux, que está sendo acusado pela família de não conseguir sair do personagem que o consagrou.

11 comentários:

leitor suicida disse...

serei eternamente grato pelas dicas. em breve.

Na Vanguarda da Elegância disse...

Uau, finalmente posso respirar aliviada, pois já li a entrevista e, portanto, ao menos já tenho a orientação básica! Vou pedir o livro resenhado como presente de Natal. Espero durar até lá...

Supernova disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Luiz Augusto disse...

Gente coisa é outro chique!

Carol disse...

Nossa, o que ia ser de mim se morresse sem classe? Todo mundo tem que ler essa entrevista antes de morrer! =)
Adorei, Rodrigo, haushashua!

Janine disse...

Ahhhh ...
É por isso que eu voto pelo menos 3x ao dia no Webcomics. Cê está cada dia mais 'elegante'nas suas postagens. Gente de classe e berço é outra coisa!

Anônimo disse...

Oi amigos, eu me interessei pelo livro mas não encontrei nas grandes lojas (Saraiva, Cultura, etc...). Nem no Google!!! Será que ainda não saiu no Brasil? Será que está esgotado???

Abraços a todos!

Carol disse...

Anônino, o livro é fictício ;)

Anônimo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Rodrigo Chaves disse...

Senhor Anônimo.
Devido ao grande sucesso da pré-venda, o livro "Morrendo com Etiqueta" nem vai chegar às livrarias, pois já está com a edição esgotada.
Minha sugestão é que o senhor procure em um sebo ou espere pela segunda edição revisada e ampliada, na qual já estamos trabalhando.
Att
A direção de vendas

Ponto e Pronto! disse...

há!

gostei da entrevista Rodrigo...

Adicionei vc lá no Ponto e Pronto!!

Abração