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13 março 2013

Papa Francisco

Chargezinha cachorríssima. Mas tenho certeza de que veremos coisas muito piores amanhã nos jornais mundo afora... Então, se estiver na média já tá bom, né? Afinal charge não é o meu forte.

02 março 2012

Inter e AG

Uma charginha rápida sobre a treta da reforma do Beira-Rio.
Não sei como estão as obras da Copa nas outras cidades do Brasil, mas em Porto Alegre ainda não foi feito absolutamente nada.

22 março 2011

O chargista e o tsunami

Nos últimos dias, alguns chargistas foram criticados por “fazer piada” com a situação no Japão. Fiquei pensando sobre isso. Não se pode fazer charge sobre um desastre? Mas esses profissionais não são pagos pelos seus jornais exatamente para falar de atualidades? Cheguei a conclusão que a diferença está entre “fazer charge” e “fazer piada”.
            O termo “charge” vem do francês e significa carregar, exagerar ou “atacar violentamente”, como uma “carga” de cavalaria. (tirei essa informação do livro “Caricatura” do Joaquim da Fonseca). Mas não só por definição, historicamente a charge é uma forma de caricaturizar um acontecimento atual, realçando certas características e nuances para destacá-las, assim como quando se faz uma caricatura de uma pessoa. Para fazer uma charge é preciso entender profundamente a situação e, principalmente, ter uma opinião sobre essa situação para ser demonstrada. A charge serve para mostrar ao leitor a situação sob um ponto de vista que talvez ele não tenha , ou salientar algo que talvez ele não tenha se dado conta, e fazer isso de uma maneira bem humorada. Se o leitor vai concordar com a opinião do chargista ou não, aí já são outros quinhentos.
            Sim, o chargista do jornal deveria ser mais um “colunista” do jornal. Aquele que é pago para analisar os acontecimentos e expressar opiniões (e receber milhares de cartas de pessoas que amam as suas idéias ou que o odeiam profundamente) e não um “humorista”.
O problema é que fazer isso é difícil. É preciso ter opiniões, é preciso pesquisar e é fundamental estar disposto a ser criticado, afinal quem critica tem que ter disposição para ouvir críticas. É muito mais fácil (para o chargista e para o editor do jornal) fazer piadas sobre os lugares comuns e não apresentar nada de novo para o leitor.
            E é assim que são (muitas, não todas) as charges que tenho visto nos jornais. Como disse um amigo meu, “não leio mais charges, pois elas se transformaram em chutar quem está caído”. Só se fala mal de quem já está derrotado pela opinião pública. O caminho foi distorcido. O chargista não é mais um formador de opinião, alguém que apresenta idéias para o leitor, ele virou alguém que faz piada reafirmando o senso comum a respeito de um assunto... quando chega a reafirmar um senso comum, porque muitas vezes nem a isso ele chega.
            Mas e o Japão? O que falar sobre o Japão? É possível ter um posicionamento crítico sobre um desastre natural? Acho que não. Podemos ter um pensamento crítico em relação às coisas humanas, por exemplo, o preparo que os japoneses tem para essa tipo de evento e a comparação com o que aconteceria se algo parecido sucedesse no Brasil. Criticar a forma como o Brasil, o governo e o povo brasileiro reagiriam a essa desastre. Isso talvez desse boas charges.
O trabalho do chargista é analisar os fatos (no caso, o tsunami, o acidente nuclear, etc) e as reações das pessoas em relação a eles. O resto são desenhistas que não entendem a própria profissão fazendo piada sobre o desastre e perdendo uma ótima oportunidade de falar sobre o ser humano.

18 março 2011

Preocupados com o Japão

Bom, eu ia escrever um texto sobre "fazer charge" e "fazer piada" e como eu acho que não se faz mais charge nos jornais brasileiros, e sim piada com assuntos atuais, mas ele começou a virar uma tese gigante que não cabe aqui no blog. Se eu conseguir fazer ele ficar menor, postarei ele futuramente.

21 maio 2009

E o Serra...

Andale, andale! Como diria o Macaco Simão, "direto do Brasil, a terra da piada pronta".
Pra quem não entendeu a caricatura do Serra que eu fiz, o negócio é o seguinte:
Para uma reportagem séria sobre o assunto, clique aqui.
Para um texto tosco sobre o assunto, continue lendo aqui mesmo.
A secretaria da Educação do Serra (aquela mesma que distribuiu livros com mapas em que o Paraguai aparecia duas vezes) mandou comprar e distribuir para alunos da terceira série do ensino fundamental o livro "Dez na Área, Um na Banheira e Ninguém no Gol", da editora Via Lettera. E deu-se a desgraça. O negócio é que o conteúdo do livro (histórias em quadrinhos sobre futebol) não é destinado ao público infantil. Algumas histórias possuem palavrões (dá pra pensar em futebol sem falar palavrão?) e conteúdo dito "sexista". Tá todo mundo fulo com o conteúdo da revista, metendo pau no governo (ui) e o governo tá querendo empurrar a culpa para os quadrinhistas, tipo "Como assim os caras fazem quadrinhos que não são para crianças?".

Bom, mas de qualquer maneira, olhem que coisa interessante... peraí, tomem um fôlego que agora vem uma notícia bombástica: Parece-me que no Brasil existem funcionários públicos que não fazem o seu trabalho direito. O quê?!?!?!? Não pode ser! Realmente eu não quero acreditar que a Secretaria da Educação mandou comprar 1.216 exemplares de um livro que ninguém leu. Não só não leu, como não se deu ao mínimo trabalho de ver sobre o que era... Deve ter acontecido alguma coisa! A liga dos quadrinhistas malvados foi na gráfica e mudou o conteúdo dos livros, depois que descobriu que eles seriam lidos por crianças de 10 anos. Só pode ser isso que aconteceu.
Parece que o próximo plano da Secretaria de Educação de São Paulo é passar Inglorious Basterds para crianças de 11 anos, para elas já irem aprendendo sobre a Segunda Guerra Mundial.
Tô indo ligar para o Tarantino.
Já volto