31 outubro 2007

Iron no Gigantinho 2008

Tá no site oficial do Iron Maiden!

"SOMEWHERE BACK IN TIME World Tour 08
March
Sun 2nd - Sao Paulo, Brazil - Skol Arena Anhembi
Wed 5th - Porto Allegre, Brazil - Gigantinho"

"this tour, aptly entitled 'SOMEWHERE BACK IN TIME', will revisit the band's history by focusing almost entirely on the 80's in both choice of songs played and the stage set, which will be based around the legendary Egyptian Production of the 1984-85 'Powerslave Tour'. This will arguably be the most elaborate and spectacular show the band have ever presented, and will include some key elements of their Somewhere In Time tour of 1986/7, such as the Cyborg Eddie."

Não esqueçam que a turnê do álbum Powerslave, denominada "World Slavery Tour", deu origem ao álbum ao vivo mais clássico de todos os tempos, o "Live after Death".
Depois disso não tem mais o que escrever. Ganhei a semana.

29 outubro 2007

Natureza Quase Morta


"Flor"
MDF recortado e pintado.
40 cm x 70 cm

Agora que já acabou a expo, não tem problema eu colocar aqui.
Esta foi o meu trabalho da exposição "Natureza Quase Morta", la na Galeria de mArte. Notem que ele é um MDF recortado e pintado colado sobre outra chapa de MDF, e não acrílica sobre tela.

25 outubro 2007

Aleja's Lifestyle

"Não me lembro quem foi que recomendou aos homens, para o bem de suas almas, fazer todos os dias duas coisas de que não gostassem: foi um homem sábio, e é um preceito que tenho seguido regularmente; todos os dias me levanto e me deito na cama."
W. Somerset Maugham

23 outubro 2007

22 outubro 2007

Lista de desejos

Puts, meu reino por uma câmera digital! Eu tenho várias telas lá no atelier que eu gostaria de fotografar para colocar aqui no blog, mas não tenho como. São trabalhos grandes demais para colocar no scanner... Será que se eu visualizar uma câmera digital boa (se é pra ter uma dessas vagabundas, prefiro não ter), algo tipo “lei da atração”, eu conseguirei uma? Acho que é mais provável que dê certo se eu juntar o meu dinheiro, for numa loja e comprar uma. Vou começar a minha lista de coisas que desejo (bem estilão “O Segredo”) com “uma câmera digital”.
Já que eu estou falando em listas de coisas que desejo, a revista Piauí publicou na sua edição de outubro alguns trechos dos diários do dramaturgo, crítico, ensaísta, diretor literário do National Theater e o primeiro a dizer “fuck” na TV britânica, Kenneth Tynan. Eu recomendo a leitura desses diários que são, de acordo com a Piauí, “uma miscelânea de auto-análise, comentário cultural, maledicência e, por fim, um relato minucioso e apaixonado de seu sadomasoquismo” (praticamente uma definição desse blog!). Esses diários rastreiam (apesar de não terem essa intenção), um tema humano maior, que Oh, Calcuta! não alcançou (na opinião do autor da reportagem, porque eu nunca vi essa peça), o tema seria aquele que Tenessee Williams (que era amigo de Tynan) chamou de “peregrinação insensata da carne”.
Pra quem não sabe, a peça Oh, Calcutá! (criada por Tynan) provocou muita controvérsia pelas suas inumeras cenas de nudez, foi representada 1600 vezes em Nova Iorque e 2400 em Londres e tem no seu título um trocadilho com a frase francesa “O quel cul t’as!” ou seja, “Que cu você tem!”.
Mas voltando a “lista de coisas que desejo”, no dia 5 de maio de 1973, Tynan escreveu uma lista de coisas que ele deseja.

“5 de maio
Coisas que desejo:
CLASSE A:
O sol.
A companhia de pessoas pelas quais sou amado.
A companhia de pessoas que amo.
Boa comida e bom vinho.
A proximidade de uma bunda feminina que eu possa açoitar com toda liberdade.
CLASSE B:
Admiração pelo meu trabalho.
A companhia de pessoas inteligentes pelas quais sou admirado.
A companhia de pessoas que admiro.
Carros velozes e silenciosos.
Uma villa ensolarada.
CLASSE C:
Dinheiro para poder pagar as classes A e B.”

Uma boa lista de coisas para desejar.

18 outubro 2007

Tem dias que não são bons

Essa foi uma piada barata!
Entenderam? Piada "barata"! hein? hein?
Tá, tem dias que não são bons mesmo....

16 outubro 2007

Auto-retrato

Em novembro, a Galeria de Marte estará promovendo uma exposição de auto-retratos, com inúmeros artistas convidados. Passei os últimos dias (semanas) pensando no meu trabalho e desenhando várias coisas. Esse aí foi o primero desenho que eu fiz que eu gostei, os outros foram diretamente promovidos a lixo. Com certeza o meu auto-retrato vai ser algo baseado nesse desenho, mas ainda não sei o quê.

13 outubro 2007

Por isso que esse país não vai pra frente



Puts, muitos filmes para ver no cinema. Esse aí estreou, saiu de cartaz e eu não vi. Que vergonha! Vergonha desse país juvenil, criado a leite com pera, "ovomaltino" na geladera e que não sabe que a educação é ouvir muito "headbenz" (pra quem não entendeu, clique aqui). Esse filme só passou em 7 salas no Brasil inteiro! Isso tinha que passar nas escolas!

Existem muitas "tribos urbanas", que se reúnem em grupos e se identificam pelas suas roupas, gestos e gírias (patricinhas, emos, punks, pagodeiros, tchutchucas e tigrões...). A expressão tribo nesses casos é usada em um sentido figurado, mas, no caso dos metaleiros, a coisa ganha outra dimensão. Citando o Sam Dunn "Os metaleiros me fazem lembrar de tribos guerreiras do passado. Mais que a afinidade musical, eles tem uma espécie de comprometimento ideológico". Não sei o que vou fazer agora para ver esse documentário... deve sair em DVD, né?

Outro filme que eu recomendo é o excelente "Tropa de Elite". Com certeza está entre os 3 melhores filmes brasileiros que eu já vi, junto com "Cidade de Deus". O terceiro filme da lista quis competir com esses dois e foi pra vala. Desapareceu e ninguém sabe o que era nem pra onde foi. Tão dizendo por aí que o Capitão Nascimento convenceu o Chuck Norris e o Jack Bauer a nem entrarem pro curso de formação do BOPE, porque aquilo lá não é coisa pra fracos. E ele fez isso por e-mail. Aliás, tô lançando a campanha "Sandro Goiano no BOPE". Já dá pra imaginar o diálogo entre o Capitão Nascimento e um marginal qualquer:

- Fala, porra! (cpt. Nascimento desfere um sutil golpe com a palma de sua mão contra o rosto do marginal como forma de incentivo à colaboração)

-Eu não sei...

(novo golpe é desferido)

-Fala, porra!

-Eu nã...

(repetidos movimentos de mão do capitão em direção ao rosto do seu interlocutor para ampliar o incentivo à colaboração)

-Fala, porra!

-Mas eu não sei....

Capitão Nascimento se vira para seu subordinado e com a extrema tranqüilidade que lhe é peculiar.

- Chama o Sandro Goiano, porra!

Tais palavras servem como um maravilhoso fármaco para memória do marginal. E assim, o capitão e seus comandados podem continuar a sua alegre aventura pelas vielas da periferia do Rio de Janeiro.

Poderíamos tirar várias conclusões desse diálogo acima. A principal dela é a facilidade de decorar o texto do Capitão Nascimento. Se você algum dia for interpretar esse personagem e esquecer o texto, é só falar "porra" ou qualquer outro palavrão, que não tem erro.

Mas, agora falando sério. Para mim a principal mensagem do filme, e é uma coisa muito séria que as pessoas não se dão conta... na verdade se dão, mas se fazem de loucas, é o seguinte. Tudo isso (tráfico, guerra no morro, guerra urbana que vivemos e tal) é sustentado pelo usuário de drogas. E pior, o usuário sabe que as drogas que ele compra vêm de grupos armados que controlam os morros e faz a escolha consciente de sustentar o crime. O filme mostra de maneira bastante vívida a realidade que nós conhecemos: o comprador de drogas (aquele seu amigo que fuma um baseadinho "inocente") faz passeata pela paz, mas é amigo/cliente do traficante. Se você é usuário de drogas, você é o responsável pela violência. Você dá o dinheiro para o bandido comprar arma, subornar o policial corrupto e tudo mais. Sim, quando um familiar seu morrer com um tiro na rua, não culpe o bandido, a polícia, os políticos, o sistema... culpe a si mesmo. Você pagou aquela bala.

11 outubro 2007

Aleja's Lifestyle

Sei lá, acho que não precisa maiores explicações, né...

Puts, fiquei me sentindo mal, acho que peguei pesado demais nesse cartum.
Então já de antemão me desculpo com a grande comunidade zumbi que lê esse blog por essa infeliz comparação pejorativa, mas o humor brasileiro é assim, politicamente incorreto e preconceituoso. Quero deixar claro que não tenho nenhum intuito de agredir a moral, a inteligência, a beleza e as conquistas sociais da grande comunidade zumbi quando os comparo com as moças que me são apresentadas.
Brains para todos e bom feriadão.

09 outubro 2007

Ilustrando nada

Fiz este desenho e gostei. Não é para ser engraçado, nem para levantar questionamentos, enfim, não é sobre nada em particular a não ser ele mesmo. Existe apenas dentro de seus próprios parâmetros. É praticamente arte contemporânea.

07 outubro 2007

Expo na Casa de Cultura Mario Quintana

Andale, andale!
Terça, dia 9, tem vernissage (na Galeria Augusto Meyer da Casa de Cultura Mario Quintana) da exposição Pintura Viva, da qual faço parte.
É só chegar chegando!

05 outubro 2007

Já é natal em Porto Alegre...



Calma! Ainda não é natal! A não ser que você viva em um mundo paralelo onde já seja natal. Ou que tenham mudado a data do nascimento de Jesus, o que jamais acontecerá, pois a data de 25 de dezembro é de uma precisão histórico-científica inquestionável. Mas, pensando bem, já estamos em outubro, então daqui a alguns dias já vai começar atocar o jingle "Já é natal em Porto Alegre..."

Mas porque este desenho então? É que todo ano é lançado no site oficial do Iron Maiden um concurso entre os fãs (não tem uma triagem, então acho que não-fãs também podem se inscrever) para criar o design do cartão de natal oficial da banda que será enviado para os amigos da banda, pessoal do fanclube e outras pessoas que eles tenham que puxar o saco. E eu TENHO que participar disso. É um sonho de infância desenhar o Eddie para alguma coisa oficial do Iron... Pra quem não sabe, o Eddie (esse simpático morto-vivo que aí em cima está representado vestido de Papai Noel) é o mascote da banda e aparece em todas as capas de discos e singles. Passei muitos anos do colégio até hoje desenhando ele, mas por mais que eu me esforce, jamais conseguirei atingir a qualidade técnica e expressiva que um colega meu atingiu no colégio. Os desenhos que o Hecht fazia do Eddie eram os melhores...
Eu comecei a gostar do Iron por causa das capas dos discos. Olhei para aqueles desenhos e pensei "Puts, que capas legais, o que será que esses caras tocam?" Foi assim que comecei a ouvir a banda que eu sou mais fã até hoje. O conhecedores sabem que as melhores capas são as desenhadas pelo Derek Riggs, e conseguem reconhecer pela qualidade as capas feitas por ele.

Mas voltando ao concurso, eu sempre esqueço de mandar alguma coisa, quando me dou conta já acabou o prazo de inscrição e daí deixo para o ano seguinte. Esse ano eu lembrei do concurso dois dias antes do término das inscrições, então ainda deu tempo de desenhar algo. Uma vez eu mandei um e fiquei entre os melhores (obrigado, muito obrigado). Mas é uma coisa impressionante a qualidade da concorrência. Tem caras que fazem coisas muito boas, que são melhores que as capas dos últimos discos da banda, por isso não tenho muita esperança de ganhar, mas me divirto fazendo o desenho e participando e aparecer no site como um dos melhores já é legal.

02 outubro 2007

Um dia comum

Acordei hoje com um estranho sentimento de sonolência e um gosto metálico na boca. Era algo parecido com a sensação de recém ter acordado. Antes que eu me levantasse, a alma de um ateu veio falar comigo dizendo que não sabia se existia, pois, afinal, ele existir era contra as suas próprias crenças. Consultei rapidamente (dentro do que é possível fazer algo rapidamente às 6:30 da manhã) a minha agenda e vi que hoje não era dia de discutir ontologia. Expliquei para ele que a minha regra número 1 é: Ontologia somente aos domingos, durante os intervalos do Fantástico. Minha regra número dois é não fazer sexo com codornas, mas isso era irrelevante no momento. A alma disse que não tinha como voltar outra dia, pois estava com hora marcada no fisioterapeuta.
Levantei-me tentando ignorá-la, mas enquanto eu andava até a cozinha, a alma me seguia insistentemente. Enquanto botava água na chaleira para esquentar, expliquei para ela que a realidade é tudo o que é passível de verificação. Citei Descartes “Penso, logo existo” e ela foi embora ameaçando puxar meus pés de noite. Eu concordei que aparecesse, pois ninguém mais me fazia isso desde a minha última namorada, a Nietzscheana.
Ai, ai, Nietzscheana era uma pessoa especial. Como eu sinto falta de toda aquela agressão à razão, ao estado, à ciência e à organização social moderna que domesticam o homem, anulando seu instinto e criatividade... mas nós realmente forçamos a nossa relação em termos de unidade, e toda relação que se inter-relaciona consigo mesmo é fruto de conexões criadas por ela mesma ou por outra, ou seja, eu tive que pedir que ela raspasse o seu (dela, não o seu) buço avantajado e isso minou a nossa relação.
Sentei à mesa e fiquei pensando em Descartes. “Penso, logo existo”. Com certeza ele tinha problemas para combinar as meias. Servi o café com leite, passei manteiga no pão (pelo menos era o que os meus sentidos estavam dizendo que eu estava fazendo) e fiquei me divertindo com a idéia do filósofo com meias de diferentes cores (uma listrada fucsia e salmão e outra grená), até que me dei conta de que não sei que cor é “fucsia”, nem “salmão” e nem “grená”. Mas tais pensamentos não ficaram muito em minha cabeça, pois o telefone tocou. Era a Epifania.

Eu: Alô
Epifania: Alô? Aqui é a Epifania!
Eu: O que que manda, chefe?
Epifania: Alô?
Eu: Tá me ouvindo?
Epifania: Não tô te ouvindo!
Eu: Fala o que tu queres!
Epifania: Tá muito ruim a ligação, já te ligo.

Ela não voltou a telefonar.
Liguei o rádio e o Roberto Carlos começou a cantar.
Pelo menos a terça-feira começou melhor que a segunda.