30 agosto 2007
29 agosto 2007
Elevador do IA
Desde então eu queria ter essa música e só ontem eu achei ela no Soulseek.
Quem conhece o elevador do IA sabe do que eles estão falando. O que me impressiona é que essa música é de 1975! Eu me formei quase 30 anos depois e com certeza nesse tempo o elevador não melhorou. Tá loco. Eu já fiquei trancado nesse elevador. Eu já não pude entrar nele porque a lotação dele são 3 pessoas... se entrar um gordinho ou um cara que toque contrabaixo ninguém mais entra junto seja por falta de espaço ou de coragem...
Outra coisa que me impressionou foi que não tem a letra dessa música na internet. Eu queria a cifra para tocar no violão, mas nem a letra sozinha eu achei. Bom, aqui vai a letra de acordo com o que eu entendo ele dizer. Talvez tenha alguma coisa errada. A cifra pra eu tocar no violão vai demorar mais...
Elevador
(Kledir Ramil)
Esse elevador não vai
Além do sétimo e eu canto pra me consolar
Esse elevador não vai
Além de cores duvidosas e pouco reais
Esse elevador não vai
Além de números impressos brancos nos botões
Eu não
Nesse elevador não ponho o pé eu não
Pé eu não
Esse elevador não vai
Além de plásticos artistas super siderais
Esse elevador não vai
Além de místicos dramáticos e teatrais
Esse elevador não vai
Além de músicos neuróticos sensacionais
Eu não
Nesse elevador não ponho o pé eu não
Pé eu não
P.S. Desenhei mais duas tiras das "Coisas que eu odeio quando acontecem..." mas ficaram absolutamente sem graça, então vou ver se amanhã eu desenho outra pra publicar aqui. Já tenho até a idéia.
28 agosto 2007
Jabaculê as Pampas!
Ahã, ontem teve abertura da Bienal B. Isto significa que nos próximos 3 meses haverá uma enxurrada de exposições e eventos por Porto Alegre (inclusive lá na Galeria de mArte). Essa semana eu tenho vernissages para ir todos os dias. Em alguns dias, até mais de uma. Vou ter que selecionar aquelas em que a minha presença é indispensável.Bom, então vamos ao calendário dos eventos que eu vou e, portanto, recomendo:
Quarta-feira, dia 29 tem essa expo que tá o convite aí em cima. O Gustavo Rigon é meu colega de atelier e vai estar lá na Arte & Fato junto com a Mara Alvares (que é professora do Instituto de Artes), o Paulo Chimendes e o Sérgio Rodriguez.
Quinta-feira, dia 30 tem a abertura do "Essa Poa é Boa" no qual estará um trabalho dos meus amigos do Bando de Barro (grupo liderado pelo professor Rodrigo Núñez) entre trabalhos de outros grupos de artistas. Será às 19 horas na antiga fábrica da Renner (DC Navegantes).
Sábado, dia 1, tem a abertura da Bienal do Mercosul, mas essa é só para VIPs que nem eu que receberam convite pelo correio.
Andale, andale.
26 agosto 2007
24 agosto 2007
22 agosto 2007
Invasão Britânica no Garagem!
Ahã, sexta tem o shozinho! Invasão Britânica no Garagem Hermética!OK, OK! Pra quem não sabe o que foi a dita "British Invasion", ela foi um momento extremamente importante na história do Rock. Vamos pra aula de história:
Todo mundo sabe que o rock surgiu nos EUA no início da década de 1950 e se espalhou pelo mundo. O negócio é que quando ele chegou na Europa, a gurizada por lá curtiu pra caramba e resolveu copiar. É divertido pensar que o maior porto da Inglaterra ficava em Liverpool, então lá havia muito contato com essa cultura americana. Não é a toa que lá surgiu a banda mais importante da história do rock. Mas voltando ao assunto, as músicas eram simples e tinham a atitude que a juventude procurava, então eles começaram a copiar a sonzera dos discos de Chuck Berry, Little Richard, Elvis Presley e companhia.
Mas então aconteceu uma coisa muito pitoresca e que muita gente não se dá conta: A juventude européia (e aqui no caso, mais precisamente a inglesa) tinha uma cultura musical muito diferente da cultura que gerou o rock nos EUA. A inglaterra não tinha vivenciado o Rythm and Blues nem a Country Music e esses elementos não estavam nos jovens. Por mais que eles tentassem copiar os mestres do rock americano, jamais ficaria 'igual'. Alguns jovens britânicos conseguiram pegar o básico da coisa, mas fatalmente o puro rock se misturou com a cultura do music hall (uma espécie de vaudeville inglês), pop, Folk Céltico e tudo mais o que tinha por lá, formulando um novo tipo de música que eles se sentiam livres pra tocar e cantar.
Enquanto isso, por volta de 1960 o rock americano já tinha criado um ranço de mesmice e definhava nos EUA. Os grandes mestres sucumbiam a sua própria atitude rock and roll. Little Richard largou o rock pela religião, Jerry Lee Lewis casou com a prima de 13 anos, Chuck Berry foi preso pela enésima vez... e a sociedade americana começou a se movimentar contra essa música do capeta. Talvez o único dos grandes que tenha sobrevivido incólume foi o bom moço branco Elvis Presley.
E então, no meio do definhamento do rock americano surgiu uma luz no fim do túnel para os roqueiros. No dia 7 de fevereiro de 1964, os Beatles desembarcaram em Nova Iorque, dando início ao movimento que ficou conhecido como "Invasão Britânica". Depois deles, inúmeras bandas inglesas (entre elas estão The Who e The Kinks) desembarcaram em solo americano para desbancar as bandas locais, fazer muito sucesso e, principalmente, mudar a cara do rock para sempre. O período da Invasão Britânica é normalmente limitada entre os anos de 1964 e 1967, mas até hoje o rock britânico exporta suas bandas.
E é esse importantíssimo momento da música que vai ser comemorado no Garagem Hermética na sexta-feira. Um banda tocando The Beatles (Yesterdays), uma tocando The Who (Who Bulldog) e uma tocando The Kinks (a já famosa aqui no blog Kinkilharia).
Vai ser, já foi, tá sendo!
21 agosto 2007
Cafajestango
Puts, esse desenho eu fiz quando eu fazia aula de tango. Eu queria desenhar um dançarino de tango e saiu isso. O professor Filipe deu um nome para ele: Cafajestango. Depois eu desenhei a mulher dele, uma mulher fatal, que foi denominada "Lolitango", mas esse desenho eu não sei cadê. Deve estar perdido lá no atelier.Mas esses dois meses em que eu fiz aula de tango foram bem divertidos e interessantes para a minha formação. Tudo o que eu sei sobre dança eu aprendi naquelas aulas. Aliás, quase tudo, porquê dança punk eu aprendi em outra situação, mas isso não vem ao caso. E são três as grandes lições que eu tenho para passar para vocês:
Grande lição número 1 - Se você pretende dançar tango, esqueça tudo o que você viu em filmes americanos, pois aquilo é qualquer coisa, menos tango. Todas aquelas coisas (tipo dançar com uma rosa na boca) são invenções de hollywood. Tá, como eu sei que alguém vai deixar um comentário dizendo que a dança é como as pessoas dançam e que o tango do cinema é tango sim, mas uma derivação americana, eu já vou responder aqui. Se é pra apreder errado, pra que aprender? Fica em casa dançando que nem o Coisinha de Jesus.
Grande lição número 2 - Em terra de cego, quem tem um olho é rei. Como o que eu aprendi (só teoricamente, porquê quando eu tento botar em prática, eu sou um terror) sobre tango naqueles dois meses é mais do que quase todas as pessoas que eu conheço sabem, então dá pra eu botar banca como se eu fosse expert no assunto. E isso acontece em Porto Alegre em geral e no resto do Brasil também. O professor Filipe sempre nos alertou sobre a mediocridade dos professores de tango brasileiros. Os professores de tango normalmente são professores daquele famigerado curso de "danças de salão", onde se tenta aprender de tudo e no fim não se aprende nada, porquê os professores sabem um pouco de cada dança, mas não sabem nenhuma profundamente. Mas como todo mundo sabe menos que o professor, tá tudo bem...
Grande lição número 3 - Não diga que você aprendeu 3 grandes lições e depois só conseguir pensar em duas. Você vai correr o risco de ter que escrever qualquer coisa no ítem "Grande lição número 3" e pagar um mico gigante.
Mas eu parei de fazer aula de dança porque eu não tava curtindo, e o professor Filipe me disse: "Mas tu nem começaste a dançar ainda". Daí eu me dei conta que todas essas coisas que te ensinam em aula de dança (um passinho pra cá, outro pra lá) são convenções importantes para a pessoa que vai dançar com inúmeros parceiros diferentes na mesma noite, ou que pretende participar de concursos de dança. Mas simplesmente repetir mecanicamente os passos que te ensinaram em aula não é dançar. Se na hora do baile você se entender com o seu parceiro, tanto faz se está fazendo certo ou não. O mais importante é o diálogo entre os corpos, sentir e curtir a música e, pricipalmente, se divertir.
18 agosto 2007
"A story of a ballerina and a clown"
Acho que foi com o Luiz que eu comentei essa cena de "Luzes da Ribalta". Esse é com certeza um dos meus filmes favoritos e tem essa cena que é um dos grandes momentos do cinema: O encontro de Charles Chaplin e Buster Keaton (dois dos maiores, senão os dois maiores comediantes da história do cinema).
Por mais que seja um filme do Chaplin, esse é com certeza um dos filmes mais tristes que eu já vi. É a história de uma bailarina principiante e um palhaço em decadência que moram no mesmo prédio e que se tornam muito importantes um para o outro depois que ele salva ela de uma tentativa de suicídio. É estranho, porquê (propositalmente) todos os números "cômicos" que o personagem do Chaplin faz no filme são deprimentes, com exceção deste último, que é a última chance que o palhaço tem de talvez conseguir voltar a ter sucesso.
Neste momento, cabe fazer um paralelo com a carreira do Buster Keaton. A pequena participação dele neste filme é mais ou menos o que estava acontecendo com o personagem de Chaplin no filme. Na época, Keaton era um astro decadente, que como muitos outros (Harold Lloyd, por exemplo) não conseguiu se adaptar ao cinema falado e seus filme não fizeram mais o sucesso que faziam antes, então eles foram parando de atuar até se aposentarem e cairem no esquecimento do grande público. Então Chaplin o resgatou e deu a ele mais uma chance de o público poder vê-lo em ação. Parabéns para ele! Essa escolha criou esse momento maravilhos!
Outro filme que Buster Keaton faz uma aparição relâmpago é "O Crepúsculo dos Deuses". Esse filme tem como pano de fundo o mundo dos grandes atores do cinema mudo que não conseguiram repetir o sucesso no cinema falado e vivem do passado. Puts, esse filme é bom pra caramba! Tem que ver! A personagem principal desse filme é interpretada pela Gloria Swanson, que também era uma atriz do cinema mudo que não conseguiu continuar fazendo sucesso no cinema falado e teve a carreira resgatada com esse filme.
Para quem, como eu, acha muito doida essa passagem do cinema mudo para o falado. Fica sempre a sugestão de "Cantando na Chuva". O filme trata exatamente dessa transição, com muito bom humor dando uma idéia muito boa sobre as dificuldades dessa época.
Bom, como diria a Norma Desmond, personagem da Gloria Swanson em "Crepúsculo dos Deuses": "We didn't need dialogue. We had faces!"
Partiu, então?
Já é.
16 agosto 2007
14 agosto 2007
Pantera, Belleville e Soninho
Estava eu com os meus botões, tentando desenhar algo para botar nesse blog, quando desenhei o Robô (não sei por onde ele anda, não tem mais falado comigo) e pensei em desenhar um carinha da assistência técnica. E comecei a rabiscar, rabiscar... não é que saiu o personagem da Pantera Cor-de-Rosa?! Taí um desenho que era legal. Era mudo, surreal, inteligente e estiloso. Era único.Ontem (depois de anos passados com as pessoas dizendo que eu tinha que ver esse filme) assisti "As Bicicletas de Belleville". O filme é mudo na sua maior parte, bastante surreal e com um visual bem bonito. Pena que entrou para o hall dos filmes que eu dormi no meio. Só me lembro de ter dormido em dois outros filmes na minha vida: "Quem vai ficar com Mary" (será que só eu não achei graça nenhuma desse filme?) e "O Último dos Moicanos" (esse detém o título de único filme em que eu dormi no cinema).
Filmes são uma coisa que (em geral) me mantém acordado. E a NET e a ULBRA TV estão fazendo um complô para que eu não durma mais. Outro dia cheguei em casa meia-noite e pouco e estava começando "O Troco" na ULBRA. Puts! Tem que assistir! Daí eu fiquei lá vendo. Quando tava acabando o filme, começou a passar na tela a chamada "A seguir: Scarface". Bah, nem deixei começar o Scarface, senão eu não dormia mais. Sábado aconteceu a mesma coisa, mas no Telecine Cult. Cheguei em casa e ia comçar "Touro Indomável". Tem que assistir! Depois começou a aparecer "A Seguir: O Bebê de Rosemary". Nem esperei começar "O Bebê...." se começar a assistir, não paro mais. Mas cheguei a uma conclusão. Coisa boa que eu não tenho Telecine nem HBO (o Telecine só tá aberto por um período promocional), se tivesse eu não ia mais fazer mais nada da minha vida, só ver filmes.
Bom, mas voltando as Bicicletas, é um filme legal (pelo menos a parte que eu vi). Acho que vou ter que assistir outra vez para tentar compreender a magnitude dinâmica francesa do filme. Só espero que não passe no Telecine as 3 da manhã.
13 agosto 2007
10 agosto 2007
Fundo do Baú
08 agosto 2007
Xôzinho
Como diria o Homer, "é cientificamente comprovado que o rock atingiu o seu auge em 1974". Depois disso veio a queda do Império Romano. Os seis anos seguintes foram de decadência e a chegada de 1980 é um marco do fundo do poço. Mas o que parecia que não podia piorar, piorou com a chegada dos anos 90. Existiu rock nos anos 90? Só no underground...Tá, eu não concordo com o que eu acabei de escrever, mas sei que muita gente sim. Concordando ou não, todo amante do rock sabe que Creedence Clearwater Revival e The Doors são duas das maiores bandas de todos os tempos, ficando atrás apenas da carreira solo do Ringo Starr (grande mestre Ringão). E quem já viu, sabe que as performances da Só Creedence e da Roadhouse são perfeitas. Só isso já faria esse show ser imperdível. Mas ainda por cima vai ter Paranóia II tocando Raul Seixas (toca Rauuul!) antes. Nunca vi eles tocando, mas citando o Silvio Santos, "eu não vi, mas minha mulher viu e disse que é muito bom."
VAI LÁ, PÔ! ANOTA AÍ NA AGENDA! SEXTA, DIA 10 DE AGOSTO NA CONFRARIA!
A gente se encontra lá, se a Bienal B me liberar.
P.S. Certo que se eu tivesse uma banda cover de Raul Seixas, ia se chamar "Toca Raul" (nunca ouvi falar de uma banda que tivesse esse nome óbvio), se eu tivesse uma banda de Creedence, ia se chamar "Don´t Forgety" (esse só eu acho engraçado, é um tracadilho muito profundo) e se eu tivesse uma banda cover de Doors, ia se chamar "Dóris" (uma coisa meio homenagem ao Mussum). O que me lembra, vocês choraram quando enterraram o Mussum?
07 agosto 2007
05 agosto 2007
Bongonhas - Uma Tragédia Anunciada
Existem coisas que a gente não sabe porque que faz. Outras a gente não sabe porque que não faz.
Ontem dois amigos meus me convenceram a ir no Bongô (barzinho dançante na João Alfredo). Água na pista! Não tem área de escape! O reverso da turbina estragou! Tragédia anunciada! Nunca mais aterriso em Bongonhas!
Talvez tenham sido as duas horas na fila para entrar, talvez tenha sido a superlotação que gera um, digamos assim, excesso de contato humano (incluindo cotovelaços e empurrões), talvez provavelmente tenha sido o samba-rock (que não é samba nem é rock, é uma soma só das coisas ruins desses dois tipos de música que eu gosto), talvez tenha sido algum outro fator irritante qualquer, e tudo isso somado a eu estar de carona (então não podia nem ir embora) me fez odiar cada minuto da minha estada lá.
Mas foi uma tragédia anunciada. Eu sabia que lá ia ter tudo o que eu não gosto. Por quê eu não fiquei em casa dormindo? Aí vem o ensinamento do dia:
Quem tem amigos que te convencem a ir no Bongô não precisa de inimigos.
Tá loco! Fiz até um poeminha ontem, de tão divertida que tava a festa.
Me convenceram a ir
No Bongô que eu nunca quis
Não sei se volto a sair
Com o Diogo e a Thais
Sei que certo fizeram
A Janine e o Luiz
Que em casinha ficaram
Cuidando dos Gerbis
Eu tava com uma cara tão feliz que até o segurança veio perguntar se eu estava bem, se precisava de alguma coisa. Eu mereço.
Tá loco, maluco.
Vai indo que eu não vou!
02 agosto 2007
Hospital






