É, pelo visto a Pollyanna não tem no resto do Brasil a força que tem aqui no sul. Então vou fazer um post cultural hoje.
Pollyanna é um livro sobre uma menina de 11 anos que, após a morte de seus pais, vai morar em outra cidade com sua tia, que, obviamente, é má que nem o capeta em dia santo. E a menina Pollyanna e boa, boa, boa, boa, boa, boa.... assim, que nem as avós gostariam que as netinhas fossem, por isso dão esse maldito livro para as meninas lerem, em uma atitude completamente “lavagem cerebral”, algo muito próximo de lobotomia.
Mas, continuando a história, por mais que a tia e a vida sejam más para a pobre Pollyanna, ao invés de ela virar Emo, ela joga o “Jogo do Contente” que aprendeu com o seu pai (não o seu, o pai dela) no dia em que esperava ganhar uma boneca e recebeu um par de muletinhas (??). Seu pai (o dela, não o seu) explicou que sempre existe algo dentro qualquer coisa, por mais que a coisa seja triste e bizarra, que é capaz de nos fazer contentes, e ela então ficou contente por não precisar das muletinhas que tinha ganhado (??????). Depois desse dia, criou o jogo de procurar em tudo que há ou acontece, alguma coisa que a faça contente, e o ensina sempre que encontra alguém triste, aborrecido ou mal-humorado. Então ela contagia a cidade inteira com o seu "jogo do contente", ensinado por seu pai (não o seu, o pai dela), e, assim, faz com que todos sintam carinho e se preocupem com ela (que nojo, eu preferia que ela tivesse virado Emo).
Muitas pessoas que eu conheço fora obrigadas por suas mães e avós a lerem o livro da Pollyanna. Algumas conseguiram passar sem seqüelas por essa experiência, mas muitas são vítimas irremediáveis do jogo do contente. Muitas vidas foram destruidas, façamos um minuto de silêncio por elas....
Se vocês se sentiram tocados por essa triste história das vítimas do jogo do contente, entrem na comunidade “Foda-se a Pollyanna”
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=5567665 Depois da ONG “Viva Cazuza” que contribui para melhorar a viva dos portadores de HIV, acho que vou fundar a ONG “Morra Pollyanna”, para dar uma vida melhor para os portadores do JDC.
Falou, tô indo ligar para o Thomas Harris pra perguntar se a mãe do Hannibal Lecter obrigou ele a ler isso. Tenho quase certeza que sim, depois eu confirmo.